quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Direto de Portugal [Resenha]: Com o amor de uma fada

[Resenha]: Com o amor de uma fada
Nome: Com o amor de uma fada
Autora: Eliane Galavote
Páginas: 117

Lido em: Ebook
Avaliação: 5/5

Sinopse:
Esthela é uma jovem fada, cuja primeira missão é ajudar Pedro, um garoto problemático que está prestes a se perder no mundo sombrio das drogas. Para isso, Esthela deixa Avalon e parte para o mundo mortal. Mas ela percebe que sua missão não será assim tão fácil quanto ela achou que poderia ser. O mundo mortal é uma tremenda bagunça e Pedro está mais perdido do que imaginava. Seria uma fada capaz de se apaixonar?





Eu não acredito que eu já acabei este livro ): Venho com mais uma resenha, desta vez é um livro de parceria e não sei como vos dizer isto mas, foi o primeiro livro que li de fadas e apaixonei-me!

Neste fantástico livro conhecemos a Esthela, é uma fada com 50 anos, 17 em idade terrestre. Para ela receber a sua varinha de condão terá de fazer a sua missão no mundo dos humanos, tendo que lidar com um rapaz, Pedro, que está deprimido e isolado do mundo devido a separação dos seus pais. Este garoto começou a conviver com pessoas da máfia a sorte é que ele tem a cabecinha bem assente na terra e não usa drogas, fuma ou bebe.


Eram centenas. Fizeram um círculo bem grande, iniciando a canção das fadas em um ritmo bem alegre.
Ave, fada-rainha! Você que coloca mais juventude nas manhãs, poesia nas tardes, mistérios nas noites e ingenuidade nas madrugadas, despeja um pouco de tudo isso sobre mim para que eu possa
encantar, seduzir, alegrar, exaltar, ser e fazer feliz. Fada-rainha! Ouve a minha canção. Rainha da alvorada, criação dos namorados, dos poetas, dos magos, dos cantores, dos escritores, enche minha alma de sonhos, de música, de poesia e cobre meu corpo de encantos, de acalantos e de flores, porque assim poderei dar todos os encantos e receber todos os amores! Senhora de todas as primaveras, das mais lindas fantasias, de todas as eras! Ave rainha das flores, dos amores, das alvoradas... Ave, rainha das fadas! Todos os sons, todas as luzes, todos os dons para mim. Obrigada. Ave, fada-rainha!


Para se aproximar de Pedro, ela parte para o mundo mortal, como a sobrinha da diretora da escola em que o rapaz estuda. Mas assim que coloca os olhos em seu protegido algo acontece. Esta rapariga que nunca soube o que era o amor em forma humana, as borboletas na barriga, a atração, passa a descobrir o que são estes sintomas todos que são causados pelo amor.

Nesta história, Esthela também vai conhecer outras pessoas como Bruno, Marina e Lívia, que se vão apoiar no mundo humano, sendo que nenhum deles sabe que Esthela é uma fada, mas vão se tornar exelentes amigos.

O professor se sentou e fez a chamada. Quando terminou, Esthela levou seu papel para que ele acrescentasse seu nome na lista de presença.
– Muito bem, Esthela Martins. – Anotou o nome no diário de classe e continuou, sorrindo. –Seja bem-vinda! Pessoal, essa é Esthela. Finjam que são educados, por favor.
– Obrigada.
Sorriu para o professor e voltou para sua mesa. Antes de se sentar ainda olhou para Pedro, que agora estava sério, com os olhos fixos nela e o fone de ouvido pendendo sobre o peito.
Os olhos de Pedro se arregalaram um pouco quando reparou nos olhos azuis e nos cabelos longos, lisos e ruivos de Esthela. Não prestou atenção em nenhuma palavra do professor. Imaginou como seria incrível vê-la andando sobre as nuvens flutuando como um anjo. Afinal ela era bela como um anjo. Ou seria como uma fada?

A atração que eles sentem um pelo outro é inevitável, começam a criar laços de amizade e mais tarde começam a namorar. A fada consegue afastar o seu amado do mau caminho e por fim a sua missão está comprida mas assim Esthela tem que voltar para o seu planeta e agora?
Mas ela também pode desistir de tudo, e se tornar mortal para viver este amor. Tem duas opções, ou fica no mundo dos mortais e esquece-se que é fada, pensando que é só um sonho tudo o que ela viveu enquanto fada, ou volta para o seu planeta, esquecendo-se que ama Pedro.

– E você, como decidiu que iria assumir? – perguntou Esthela, sugando o suco pelo canudo.
– Bem, ser gay nunca foi uma vantagem, mas também não é nada de que me devo envergonhar. Aliás, as pessoas são muito preconceituosas. Se você é gay, é pecado. Se você é bissexual, é confuso. Se você é muito magra, usa drogas. Se você é gorda, come demais. Se você anda bem vestida, é riquinha. Se você diz o que pensa, é grossa. Se você não diz o que pensa, é falsa. Se você chora, é uma dramática. Se ela tem muitos amigos homens, é piriguete. Se ele tem muitas amigas mulheres, é viado. Será que um dia vamos viver num mundo sem rótulos?
Esthela deu de ombros e balançou a cabeça, concordando. Bruno sorriu e continuou.
– Quando resolvi“sair do armário”, comecei a me soltar. Em algumas ocasiões exagerava nos trejeitos para poder me rebelar, me fazer notar e dizer: “Sim, sou gay e existo. Tenho direitos iguais a todos!” – aumentou o tom de voz e olhou para uma senhora na mesa ao lado que balançava a cabeça reprovando suas palavras. –Era como se eu gritasse para o mundo que os gays estão aí, mesmo que alguns fingissem que não existiam.
– E você não tinha medo, vergonha ou receio de não ser aceito?
Bruno riu.
– No início, eu me divertia enormemente exagerando nos gestos e tom de voz. Meu pai chegou a me matricular no boxe, mas quando viu meu calção cor-de-rosa e meus gritos ao quebrar minha unha, quando tirei a luva, desistiu. Ficou tão envergonhado que saiu de lá cabisbaixo e nunca mais voltou.

Eu tinha de colocar esta parte, achei Bruno uma personagem muito forte pois lutou para demonstrar aquilo que é, não teve medo de se assumir e acho que todas as pessoas deviam ter coragem e enfrentar os seus medos, lutando contra quem lhes quer mal.

Eu só não dei 5 estrelas mais um ♥, porque, na minha opinião, o que faltou na história para ela ficar excelente foi o desenrolar da química entre Esthela e Pedro quando se conheceram. Mas calma, houve química entre eles, só que eu já vos falei que não gosto quando as personagens se apaixonam de um momento para o outro e foi isso que aconteceu, numa semana eles já namoravam e por isso acho que faltou apenas o desenvolvimento em termos de ambos se conhecerem.

Eu dei muita risada com este livro e quando eles se beijam em frente da escola toda, sabem o que eu fiz? :o Sim, eu saltei da cama e comecei a dançar! Vejam, LOUCA ♥

Agradeço imenso a Eliane, fez um exelente trabalho com este livro e é um livro muito recomendado. Beatriz ♥