domingo, 1 de junho de 2014

Malévola

A sensação de assistir Malévola é bastante interessante. Por um lado, esta ainda é a história bem conhecida da Bela Adormecida, com os mesmos elementos consagrados (maldição da vilã, dedo espetado, sono da princesa, beijo salvador). Por outro lado, a fábula nunca tinha sido vista dessa maneira, com um festival de imagens digitais, efeitos sonoros e espetáculo pirotécnico.


Malévola - Foto
Algumas cenas, como a muralha de espinhos e a levitação da princesa são realmente impressionantes. Parece um efeito aquático, como se ela estivesse mesmo em um lago boiando. Outras cenas, como os planos aéreos da floresta e dos seres coloridos, são de fato grandiosos, mas não muito diferentes da fauna e flora fantásticas já vistas em Oz, Mágico e PoderosoAlice no País das Maravilhas e Avatar, por exemplo. Talvez fique a sensação incômoda de assistir a uma produção em que 90% das cenas foi filmada sobre uma tela verde. Mas é verdade que muitos espectadores vão enxergar no excesso visual um banquete de luzes e cores digno do investimento feito no ingresso (sobretudo em 3D).

Malévola - Foto
No que diz respeito ao elenco, é difícil prestar atenção em qualquer outro nome além de Angelina Jolie. A atriz e produtora está muito à vontade no papel, transitando facilmente entre a ironia, a vilania e o carinho por Aurora. Jolie sabe como empregar muito bem cada tom de voz, cada expressão, dando a impressão de que a estrela é tão bem treinada na arte dramática quanto na arte de posar para fotógrafos, mostrando sua beleza e seus melhores ângulos (e as duas habilidades são exaustivamente solicitadas no filme). Já a promissora Elle Fanning faz o que pode com a rasa personagem da princesa pura e ingênua, capaz de observar uma mulher vestida de preto, com chifres imensos, e confundi-la com sua fada madrinha.

Malévola - FotoDe maneira geral, o filme surpreende pela quantidade baixa de humor, elemento normalmente usado para equilibrar o tom de produções sombrias como esta. Malévola se leva bastante a sério, mas o seu roteiro traz oscilações visíveis quanto ao tom: o início típico da fábula cede espaço para um segundo ato sem conflito algum, no qual a protagonista e o espectador apenas esperam Aurora crescer para a maldição se concretizar - até finalmente chegar o clímax, cheio de ação, com fogo voando pelos ares e lutas espetaculares.

Malévola - FotoUma ótima dica para quem busca uma resposta para as mudanças de personalidade em algumas pessoa: Sempre existe um passado por trás de uma transformação.



Melhor cena:

Guerra entre os humanos e os seres fantásticos.


Pior cena:

O encontro do príncipe com a princesa.




Espero que tenham gostado!
Beijos.